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Com a chegada de julho e o início das férias escolares, o céu de Muriaé e de várias cidades da região ganha mais cor com uma das brincadeiras mais tradicionais do país: soltar pipa. No entanto, o que deveria ser apenas diversão tem acendido um sinal de alerta vermelho para as autoridades e para a concessionária de energia. Dados recentes apontam que a combinação entre linhas, vento e fiação elétrica tem gerado prejuízos pesados para a população.

De acordo com um balanço divulgado pela Energisa Minas Rio, somente no primeiro semestre de 2026, mais de 5,6 mil clientes ficaram no escuro após episódios envolvendo pipas presas à rede de alta e média tensão. O dado mais alarmante é o salto comparativo: em relação ao mesmo período do ano passado, o total de consumidores impactados por esse tipo de blecaute disparou assustadores 120%.

O problema se agrava nesta época devido a um fator climático: a intensificação das rajadas de vento na região, que facilita a perda de controle dos brinquedos. Além do transtorno doméstico, o desligamento das redes pode afetar pontos críticos, como comércios, postos de saúde e hospitais.

Para além do apagão, o maior risco é com a vida de quem empina e de quem circula pelas ruas. O gerente de Operações da distribuidora, Filipe Dini, explica que a prevenção começa justamente na escolha do palco da brincadeira.

“Parques, campos de futebol e áreas rurais ou completamente abertas são os únicos locais indicados. Quando a pipa ganha o céu longe dos postes, protegemos a integridade de quem está brincando e evitamos o colapso no fornecimento das cidades. Um ponto fundamental: se o brinquedo enroscar nos cabos, em hipótese alguma se deve tentar puxar ou usar bambus e canos para retirá-lo. Esse é um erro que pode ser fatal. Apenas nossas equipes técnicas têm o treinamento e os equipamentos para mexer na rede”, adverte o gerente.

A empresa reforça ainda o combate ao uso de materiais cortantes, como o cerol e a linha chilena, que além de serem proibidos por lei devido ao risco gravíssimo que impõem a motociclistas, ciclistas e pedestres, atuam destruindo a fiação física da rede elétrica.

Outra recomendação é vetar o uso de rabiolas feitas com papel laminado, fios metálicos ou fios de cobre. Por serem materiais condutores, eles transformam a linha da pipa em um verdadeiro para-raios direto para as mãos da criança ou do adulto.

Caso flagre fios partidos, pipas presas à fiação provocando faíscas ou qualquer cenário de risco urbano, a orientação é não se aproximar. O morador deve acionar imediatamente os canais oficiais de atendimento da Energisa:

  • WhatsApp (Gisa): (32) 9 8426-1352

  • Telefone Call Center: 0800 032 0196

  • Aplicativo: Energisa On

  • Internet: www.energisa.com.br

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