- Região
- |
WhatsApp
Facebook

A devastação causada pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá provocou uma mobilização das autoridades em todos os níveis de governo nesta terça-feira (24). O balanço mais recente do Corpo de Bombeiros confirma 23 vítimas fatais, sendo 17 em Juiz de Fora e 6 em Ubá, além de 45 pessoas que permanecem desaparecidas sob escombros e deslizamentos.
O governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais. Embora estivesse em agenda no Noroeste do estado, Zema garantiu que a Defesa Civil, Bombeiros e as polícias Civil e Militar estão mobilizados desde a madrugada para o apoio total às vítimas. O vice-governador, Mateus Simões, já se deslocou para a região para coordenar as ações.
Mesmo em viagem oficial à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia e determinou a “pronta mobilização” do Governo Federal. Uma equipe da Força Nacional do SUS e profissionais da Defesa Civil Nacional já foram enviados à região. O governo federal reconheceu o Estado de Calamidade Pública em Juiz de Fora para acelerar o envio de recursos.
Em Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão destacou que a cidade enfrenta o fevereiro mais chuvoso da história, com 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês. Com ao menos 20 ocorrências de soterramento e 45 desaparecidos, a prefeita definiu a localização de vítimas como prioridade, suspendendo aulas e interditando dezenas de casas para abrigar famílias em equipamentos públicos.
O prefeito de Ubá, Professor José Damato, fez um apelo por ajuda, classificando o município como “arrasado”. A cidade registrou o transbordamento de rios, a queda de quatro pontes e o desabamento de quatro prédios. Damato criou um gabinete de crise e cobrou agilidade dos governos estadual e federal para a reconstrução da cidade, que contabiliza seis mortes e diversos desaparecidos.