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Em entrevista ao estúdio audiovisual da Rádio Muriaé, a médica cardiologista Anelise Cocate explicou como identificar os sintomas, os fatores de risco e a relação entre a saúde do coração e do cérebro.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) exige atenção aos primeiros sinais e rapidez na busca por atendimento médico. Alterações na fala, desvio da boca, perda de força em um dos braços ou pernas e dificuldades para caminhar estão entre os principais sintomas que podem indicar a ocorrência de um AVC.

Segundo a especialista, aproximadamente 80% dos casos são de AVC isquêmico, provocado pela obstrução de uma artéria cerebral. Os demais são hemorrágicos, quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo e o consequente sangramento no cérebro.

Entre os sinais de alerta estão fala embolada, boca torta, alteração na movimentação da língua, perda de força em um dos lados do corpo, tontura e alterações visuais. A médica ressalta que os sintomas não precisam aparecer todos juntos. A presença de apenas um deles já é motivo para buscar atendimento imediatamente.

Tempo é fundamental

Durante a entrevista, Annelise destacou que o AVC é uma emergência médica e que a rapidez no atendimento pode fazer a diferença na recuperação do paciente e na prevenção de sequelas.

Em determinados casos de AVC isquêmico, existe a possibilidade de utilizar medicamentos trombolíticos, que ajudam a dissolver o coágulo responsável pela obstrução da artéria. No entanto, o tratamento depende de avaliação médica e de critérios específicos, incluindo o tempo desde o início dos sintomas.

Em Muriaé, a orientação da cardiologista é procurar o Hospital São Paulo, referência da rede de urgência e emergência para atendimento de AVC. Quando não houver condições de realizar o transporte com segurança, a recomendação é acionar o SAMU pelo telefone 192.

Prevenção e saúde cardiovascular

Outro ponto abordado foi a relação entre a saúde do coração e a ocorrência de AVCs. De acordo com a médica, fatores como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e tabagismo aumentam os riscos.

A cardiologista também chamou atenção para a fibrilação atrial, um tipo de arritmia que pode favorecer a formação de coágulos no coração. Quando esses coágulos chegam à circulação cerebral, podem provocar um AVC isquêmico.

Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para identificar e controlar possíveis fatores de risco. Exames de sangue, aferição da pressão arterial, ecocardiograma e avaliação das carótidas estão entre os recursos que podem auxiliar nessa investigação, conforme a necessidade de cada paciente.

Ao final da entrevista, Annelise reforçou que a prevenção deve começar antes mesmo do aparecimento de qualquer sintoma, especialmente entre pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares.

A orientação é manter os cuidados com a saúde, realizar avaliações periódicas e não ignorar sinais que possam indicar um AVC. Afinal, reconhecer os sintomas e procurar ajuda rapidamente pode salvar vidas e evitar sequelas permanentes.

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