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Uma ação coordenada entre as polícias do Brasil e da Europa colocou fim à fuga de um casal investigado por um desfalque financeiro gigantesco contra cafeicultores de Orizânia, na Zona da Mata mineira. Batizada de Operação Expresso Atlântico, a ofensiva da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Divino, contou com o apoio crucial da Polícia Federal e da Polícia de Segurança Pública de Portugal.
Os suspeitos haviam fugido para o território europeu após o crime, mas foram localizados e capturados após entrarem na lista da Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice).
De acordo com o delegado Thales Borges Muniz, responsável por presidir o caso, o crime aconteceu durante a safra de 2024. O casal enganou diversos produtores locais ao adquirir grandes volumes de café sob a promessa de que pagaria posteriormente. No entanto, após venderem as sacas e embolsarem o dinheiro, eles retiveram os valores das vítimas e fugiram do Brasil. O prejuízo estimado passa de R$ 1 milhão.
Os dois investigados já estão sob custódia do sistema prisional português. Segundo as autoridades mineiras, o foco agora muda para os trâmites burocráticos. “Nós da Polícia Civil estamos aguardando agora as etapas necessárias para a realização da extradição dos envolvidos para o Brasil”, explicou o delegado, ressaltando que o relatório final da investigação está sendo concluído.
A operação foi conduzida por uma equipe dedicada de Divino, que realizaram o rastreamento migratório e a análise patrimonial do casal.
Agora, os trabalhos avançam no exterior com o objetivo de rastrear e bloquear bens e contas que os suspeitos possam ter em solo europeu, na tentativa de recuperar o dinheiro e ressarcir os cafeicultores prejudicados.