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O Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, realizado no Foro Central Criminal da Barra Funda, condenou quatro homens envolvidos no assassinato do médico muriaeense Heleno Veggi Dumbá. As penas aplicadas aos réus variam de 31 a 48 anos de reclusão, todas em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa e latrocínio (roubo seguido de morte).
A Justiça decidiu ainda que os condenados não poderão recorrer em liberdade, já que permaneceram presos durante todo o processo. De acordo com a sentença, não houve alteração fática que justificasse a revogação da prisão preventiva.
Relembre o caso
Heleno Veggi Dumbá, médico de 35 anos, natural de Muriaé e com laços familiares no município, foi encontrado morto dentro de seu próprio veículo na Sexta-feira Santa (29) de 2024, na região da Brasilândia, zona norte de São Paulo, por volta das 22h.
Segundo a Polícia Militar, a vítima foi atingida por um disparo na cabeça após ser abordada por três indivíduos logo depois de estacionar o carro. Testemunhas relataram que os suspeitos anunciaram o assalto e, em seguida, foram ouvidos disparos de arma de fogo.
Apesar da tentativa de roubo, nenhum pertence foi levado. O celular, documentos profissionais e medicamentos de Heleno foram encontrados no interior do veículo.
À época, Heleno trabalhava em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e também em uma clínica particular em Caieiras, na Grande São Paulo. A principal suspeita da polícia era que Heleno teria sido atraído ao local por meio de encontro marcado em aplicativos de relacionamento e tenha sido vítima do chamado “golpe do amor”, crime que consiste no uso de identidades falsas para atrair pessoas e, em seguida, ganhar dinheiro com roubo, fraude ou extorsão. Ele era filho de Heleno Dumbá e Eliane Veggi Dumbá.
O crime causou grande comoção entre familiares, amigos e a comunidade muriaeense, e o desfecho do julgamento representa uma resposta da Justiça ao caso.