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Fotos: João Victor Calais | Rádio Muriaé

Na manhã desta segunda-feira (25), a Rádio Muriaé recebeu a delegada dra Natália Magalhães, responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, para uma entrevista dentro da campanha Agosto Lilás, mês de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Logo no início da conversa, a delegada destacou o recente julgamento do ex-vereador Joel Moraes de Asevedo, condenado a 32 anos de prisão pelo assassinato da esposa, Pricila Dalla Paula. Segundo ela, o caso serve de alerta sobre a importância das denúncias. “Muitos episódios de violência poderiam ser evitados se os sinais iniciais fossem comunicados às autoridades. Infelizmente, em algumas situações, a violência começa com uma ameaça ou um empurrão e vai se agravando até chegar a casos mais graves, como o homicídio”, afirmou.

Dra Natália explicou que, em Muriaé, o crime mais comum registrado é a ameaça, muitas vezes fruto de momentos de fúria. “É o carro-chefe. É o primeiro sinal de alerta para a mulher. Quando ela imagina que possa estar sofrendo violência, é porque já está”, destacou.

A delegada também chamou a atenção para a violência psicológica, que não deixa marcas físicas, mas causa grandes danos à saúde mental da vítima. “Temos altos índices de mulheres com depressão e transtornos de ansiedade em razão de um ambiente doméstico violento”, pontuou.

Entrevista aconteceu durante o Manhã da Muriaé com Gilson Júnior

Sobre a rede de apoio existente na cidade, a Dra ressaltou a atuação da Casa da Mulher Maria da Penha, mantida pela prefeitura. O espaço oferece atendimento psicológico, jurídico e social, servindo como porta de entrada para mulheres que, muitas vezes, ainda não se sentem prontas para procurar diretamente a polícia. “Muriaé está à frente nesse acolhimento. Se a mulher chegar a um posto de saúde, ao CRAS, CREAS ou até ao hospital e relatar uma agressão, ela será encaminhada para a Casa da Mulher”, explicou.

Durante este mês, a Casa da Mulher tem promovido palestras, rodas de conversa e ações educativas, além da participação em programas de rádio e eventos regionais, para reforçar a conscientização da sociedade.

Ao final da entrevista, a delegada deixou uma mensagem de encorajamento. “Procure ajuda. Busque apoio psicológico, social e jurídico. É o primeiro passo para quebrar o ciclo da violência e recomeçar a vida. Em Muriaé, a Casa da Mulher está localizada na Praça João Pinheiro, em frente ao Buraco dos Velhos. O telefone de contato é (32) 98131-4349.”

Os canais de denúncia seguem disponíveis: 181 (Disque Denúncia), 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil).

“Não existe desculpa para não buscar ajuda. A rede está preparada para acolher, orientar e proteger”

Assista a entrevista completa:

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