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A Rádio Muriaé promoveu nesta segunda-feira (09) uma mesa redonda especial com foco na segurança e nos direitos das mulheres. O debate contou com a participação da delegada da Delegacia de Mulheres, Dra. Natália Magalhães; da presidente da OAB Muriaé, Dra. Graziela Porcaro; da advogada Dra. Keila da Mata; e do Cabo Leandro Santos, representante da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) da Polícia Militar.
Números Alarmantes e o Ciclo do Silêncio
A delegada Dra. Natália Magalhães apresentou estatísticas que mostram um aumento avassalador nos últimos dois anos. Segundo ela, as prisões em flagrante cresceram significativamente, refletindo uma realidade onde a violência muitas vezes é mascarada por vínculos afetivos.
- O medo e a dependência financeira são apontados como os principais motivos para a submissão e a falta de denúncias.
- O agressor costuma dar sinais prévios, como ciúmes excessivos e comportamentos possessivos disfarçados de “cuidado”.
- A rede de proteção reforçou que vizinhos e familiares podem e devem denunciar de forma anônima pelo 190 ou 181 ao presenciarem agressões.
Redes de Apoio: além da Polícia
O programa destacou que o suporte à mulher em Muriaé vai além do boletim de ocorrência:
- Casa da Mulher: Oferece atendimento psicológico, assistência social e orientação jurídica para divórcios e pensões desde 2021.
- PPVD (Polícia Militar): Realiza visitas preventivas e acompanha casos graves para evitar que a violência evolua para o feminicídio.
- Projeto Dialogar: Uma iniciativa da Polícia Civil que visa trabalhar com o agressor para entender as causas da violência e reduzir a reincidência criminosa.
Segurança e Medidas Protetivas
As autoridades alertaram que a medida protetiva é um instrumento eficaz, mas que exige o compromisso da vítima em manter o distanciamento. A Dra. Graziela Porcaro e a Dra. Keila da Mata destacaram que, após a intervenção policial, o papel da advocacia é fundamental para organizar a vida civil da família, garantindo a partilha de bens e a segurança financeira dos filhos.
Ao final do debate, a mensagem foi unânime: as mulheres não estão sozinhas e o fortalecimento das políticas públicas e da educação é o caminho para reverter o quadro de violência no país.




