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O otimismo e a energia vibrante de Roberta, de 27 anos, desafiam o estereótipo do paciente oncológico. Em uma entrevista ao programa “Momento Saúde”, ela detalhou como o autocuidado e uma mudança radical de estilo de vida salvaram sua vida, transformando um diagnóstico desafiador em uma jornada de superação e inspiração para milhares de seguidores.
O Emagrecimento como Chave para o Diagnóstico Precoce
A história de Roberta com o câncer de mama começou em abril de 2025, de uma forma que ela jamais imaginaria: através de um processo de emagrecimento. Ex-obesa, Roberta perdeu cerca de 50 kg antes de descobrir o nódulo. Segundo ela, foi a redução do volume corporal que permitiu que o tumor de 5 centímetros fosse apalpado durante um autoexame.
A nutricionista Dra. Giovanna Titonelli reforçou que a obesidade gera um estado inflamatório que favorece o crescimento de tumores. “Ser saudável, estar no peso ideal, é muito importante, melhora todo esse quadro”, destacou, lembrando que se Roberta ainda estivesse com o peso anterior, o diagnóstico poderia ter sido tardio.
Atividade Física: Um Escudo Contra os Efeitos Colaterais
Um dos pontos mais surpreendentes do relato de Roberta é a sua rotina de exercícios durante a quimioterapia. Ela revelou que, em diversas ocasiões, ia correndo para a fundação onde recebia o tratamento. Roberta notou uma correlação direta entre o esforço físico e o seu bem-estar:
“Na semana que eu praticava o exercício físico antes da quimioterapia, o meu processo daquela semana ali era muito mais tranquilo, eu passava menos mal, o corpo funcionava bem.”
Essa disposição é fruto de uma mudança mental profunda. Para Roberta, manter sua “essência elétrica” foi fundamental para não se deixar abater pelas sessões de “quimio branca” e “quimio vermelha”.
A Perda de Cabelo e a Reconstrução da Autoestima
Um dos momentos de maior vulnerabilidade para qualquer mulher em tratamento oncológico é a perda dos fios. Roberta compartilhou que usou estratégias para se acostumar gradualmente com a nova imagem, como o uso de tranças rasteiras. Quando finalmente decidiu raspar a cabeça, a reação foi inesperada.
“Eu me olhei no espelho e eu senti um alívio muito grande… a chance de eu ser feliz nesse processo era muito maior porque eu entendo que muitas mulheres não gostam do formato da cabeça… é muito bom a gente gostar da gente do jeito que a gente é.”
A Dra. Larissa Fontane, dermatologista, explicou que, embora a queda seja uma ação direta das drogas nos folículos capilares, a boa nutrição garante que o cabelo retorne mais forte e saudável no pós-tratamento. Ela também alertou sobre a necessidade de cuidados específicos, como o uso de protetor solar no couro cabeludo e hidratação intensa da pele, que tende a ficar mais sensível.
Uma Mensagem de Esperança
Ao final da entrevista, Roberta deixou um conselho valioso para quem enfrenta a mesma batalha: focar na positividade e não se desconectar de quem se é. Sua fala final ressoa como um mantra de força para todas as pacientes:
“O diagnóstico de câncer, ele não é uma sentença. A sua vida não acaba daí… você aprende que você é mais forte do que você imagina que você é.”
Com o apoio de especialistas e uma rede de suporte sólida, Roberta prova que, embora o caminho seja doloroso, é possível percorrê-lo com leveza, bom humor e, acima de tudo, amor próprio.

