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Fotos: Alexia Cortes | Rádio Muriaé

O período de festas de fim de ano acende um alerta importante para os tutores de animais de estimação. Fogos de artifício, aumento do barulho, visitas em casa e alimentos típicos das ceias podem representar riscos sérios à saúde e ao bem-estar dos pets. O tema foi abordado em entrevista com os médicos veterinários Caio e Fernanda, do Hospital Veterinário da Faminas.

Segundo os profissionais, cães e gatos possuem uma audição até quatro vezes mais sensível que a dos seres humanos. Sons que já são considerados altos para as pessoas podem ser extremamente dolorosos para os animais, provocando medo intenso, estresse e alterações de comportamento. Em situações mais graves, o barulho pode desencadear convulsões e outras complicações clínicas.

As reações variam de acordo com cada animal. Tremores, vocalização excessiva, uivos e tentativas de fuga estão entre os sinais mais comuns. Em casos severos, alguns pets podem convulsionar, situação em que a orientação é não tentar resolver em casa e procurar atendimento veterinário imediatamente.

Os veterinários destacam que filhotes, animais idosos, cardiopatas e espécies mais sensíveis, como coelhos, estão entre os mais vulneráveis. Além dos efeitos diretos do barulho, há riscos indiretos importantes. Animais assustados podem pular de lajes, quebrar janelas, fugir de casa, ser atropelados ou atacados por outros animais.

Para reduzir o estresse, a recomendação é manter os pets em um ambiente fechado, seguro e acolhedor, longe de varandas, terraços e janelas abertas. Cortinas fechadas, iluminação mais baixa e até um som ambiente podem ajudar a amenizar o impacto dos fogos. Prender o animal em locais inadequados, como banheiros ou espaços muito pequenos, não é indicado.

Outro ponto de atenção é a medicação. Os veterinários alertam que nunca se deve medicar o animal por conta própria, principalmente com remédios de uso humano, que podem causar intoxicações graves. Caso seja necessário, a medicação deve ser prescrita exclusivamente por um médico veterinário, na dose correta.

O comportamento do tutor também influencia diretamente o animal. Manter a calma, oferecer carinho e transmitir segurança ajudam a reduzir o medo. Agressões ou punições não devem ser utilizadas em hipótese alguma.

Sobre alternativas aos fogos tradicionais, os especialistas reforçam que os fogos silenciosos são uma opção muito mais adequada. Além de beneficiarem os animais, também reduzem impactos negativos em crianças, idosos e pacientes hospitalizados, sendo recomendados pelo conselho de ética da veterinária.

As viagens de fim de ano também exigem planejamento. Dependendo do destino e das condições, deixar o animal em um hotel especializado pode ser mais benéfico para o bem-estar do pet do que submetê-lo a longos deslocamentos e ambientes estressantes. Cada caso deve ser avaliado com cuidado.

Por fim, a alimentação típica das festas é outro fator de risco. Alimentos gordurosos, temperados, doces e, especialmente, chocolate são tóxicos para cães e gatos e podem provocar doenças graves, como gastroenterite e pancreatite, muitas vezes com necessidade de internação.

O Hospital Veterinário da Faminas funcionará 24 horas durante o Natal e o Ano Novo para atendimentos de emergência. Em caso de qualquer alteração na saúde do animal, a orientação é buscar atendimento profissional imediatamente.

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