- Economia
- |
WhatsApp
Facebook

A produção de frutas está transformando a economia agrícola da Zona da Mata, tradicionalmente voltada ao café e ao leite. Dados recentes do IBGE apontam que a região vive um forte processo de diversificação, liderado pela banana (com 93 mil toneladas), seguida por culturas como tangerina, manga, goiaba, laranja e abacate.
Enquanto grandes polos como Ubá e Visconde do Rio Branco concentram as agroindústrias de sucos e polpas, novos mercados começam a despontar em solo local. É o caso de Belisário, distrito de Muriaé, que virou referência no cultivo de pitaya.
Os irmãos Waldemar e Átila Costa Neto apostaram na fruta como alternativa para gerar renda na entressafra do café. Hoje, a propriedade conta com 1.800 pés da fruta.
“Foi muito difícil abrir mercado. Nas primeiras vendas nos mercados e hortifrútis de Muriaé e região, havia muita descrença no potencial de venda e só aceitavam consignado. Foi um trabalho de formiguinha”, relembra Waldemar.
Hoje, a localização estratégica de Muriaé facilita o escoamento para os grandes centros consumidores do país.
Segundo a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), o setor cresceu de forma consistente nos últimos anos. Entre as maiores altas de produção na Zona da Mata estão o maracujá (+19,1%) e o abacate (+16,5%).
Para garantir a sustentabilidade desse avanço, a Epamig desenvolve pesquisas na região, incluindo um estudo inovador que utiliza a água descartada da piscicultura para irrigar plantações de banana, promovendo o reaproveitamento de recursos hídricos nas propriedades rurais locais.