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Na manhã da ultima segunda-feira (22), a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência sexual.
Segundo o relato da vítima, uma mulher, o crime teria ocorrido na noite anterior, por volta das 21h, quando um homem — com quem ela já havia tido encontros casuais anteriormente — invadiu sua residência pulando a janela da sala enquanto ela dormia.
A vítima relatou que, ao acordar com a presença do autor sobre sua cama, foi agredida com socos e enforcamento.
Sob ameaças de morte, ela foi coagida a manter relações sexuais para preservar sua integridade física.
O autor permaneceu no local até o início da manhã. Após a saída do indivíduo, a mulher buscou auxílio de um familiar, que acionou o 190.

O suspeito, que possui histórico prisional recente (egresso há cerca de três meses), aproximou-se da guarnição policial no local para apresentar sua versão.
Ele admitiu ter invadido a casa motivado por ciúmes e sob efeito de entorpecentes, portando inicialmente uma faca (que teria guardado antes da abordagem à vítima).

O homem confessou ter agredido a mulher após uma discussão, mas alegou que o ato sexual subsequente teria sido consensual — versão que diverge do depoimento da vítima e das evidências físicas.
A vítima foi encaminhada ao Hospital São Paulo, onde passou pelo Programa de Atendimento Humanizado à Vítima de Violência Sexual.

A perícia médica constatou hematomas e escoriações em região genital, marcas de agressão (hematomas) no pescoço, braços e pernas. A mulher recebeu medicação profilática para Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Diante das evidências e dos relatos, foi dada voz de prisão em flagrante ao autor pelo crime de estupro. O indivíduo foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária para as providências legais cabíveis.

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