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Fotos: João Victor Calais | Rádio Muriaé

As marcas no corpo e o trauma ainda fazem parte da rotina de dona Mariana, de 76 anos. Ela sobreviveu a um ataque brutal de dois pitbulls no quintal de casa, no bairro São Pedro, em Muriaé, no dia 21 de agosto.

Segundo o registro, os cães, pertencentes a um vizinho, escaparam e invadiram o terreno da idosa. O ataque resultou em graves ferimentos nos braços e nádegas. Dona Mariana precisou passar por uma cirurgia de três horas e segue em recuperação.

Em entrevista, a vítima relembrou o desespero do momento: “Eu pensei: meu Deus, o que está acontecendo? Peguei e gritei socorro, mas ninguém ouviu. Clamei ao Senhor do bom Jesus, à Nossa Senhora. Eles me puxaram pelo braço, pela perna. Foi muito grave, só Deus mesmo para me proteger”, contou.

Familiares ouviram os gritos e correram para ajudar. O dono dos animais, segundo testemunhas, também demonstrou desespero ao perceber a gravidade da situação.

Após a cirurgia, dona Mariana já retornou ao hospital outras duas vezes para acompanhamento médico e atualmente se recupera na casa da filha. “Graças a Deus eu já estou recuperando bem. O médico cuida de mim direitinho e minha filha tem muito cuidado comigo”, disse.

Legislação e responsabilidade

A legislação mineira determina que cães de raças consideradas agressivas, como pitbull, rottweiler e doberman, sejam registrados, usem focinheira em locais públicos e sejam mantidos em espaços seguros. O descumprimento pode gerar multa e até apreensão do animal.

Em Muriaé, uma lei municipal aprovada em 2015 reforça a atenção em relação a esses animais de grande porte. No entanto, especialistas destacam a dificuldade da população em denunciar e a necessidade de fiscalização efetiva.

“Há sim a legislação, mas é preciso cobrança e atitude das autoridades. A sociedade deve estar atenta, buscar informação e exigir seus direitos para se sentir segura”, ressaltou o advogado da família.

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