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O número de casos de infarto entre pessoas jovens tem crescido e já preocupa especialistas da área da saúde. O tema foi destaque no quadro “Momento Saúde”, que recebeu a cardiologista Dra. Anelise Cocate para esclarecer os principais fatores por trás desse aumento e orientar a população.
Segundo a médica, o infarto, que antes era mais associado à terceira idade, hoje já é uma realidade entre pacientes com menos de 40 anos. De acordo com ela, essa mudança está diretamente ligada ao estilo de vida atual. “Os jovens estão menos saudáveis do que antigamente”, afirmou, destacando fatores como sedentarismo, má alimentação e rotina estressante.
Entre os principais vilões estão o consumo de alimentos ultraprocessados, a obesidade, o tabagismo, incluindo o uso de cigarros eletrônicos (vapes), e a falta de atividade física. Além disso, o estresse e a privação de sono também contribuem para o aumento dos problemas cardiovasculares.
Outro ponto de atenção é o consumo frequente de bebidas energéticas. A especialista alerta que esses produtos podem elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, aumentando o risco de arritmias e complicações, principalmente em pessoas que já possuem fatores de risco.
A médica também chamou atenção para a gravidade do infarto em jovens, que pode ser ainda maior do que em idosos. Isso porque, diferentemente dos pacientes mais velhos, os jovens não possuem circulação colateral desenvolvida, o que pode resultar em consequências mais severas, como morte súbita ou insuficiência cardíaca.
Entre os sinais de alerta estão cansaço excessivo, falta de ar, dor ou queimação no peito e alterações no ritmo cardíaco. Mesmo sintomas leves devem ser investigados, já que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.
Apesar disso, a especialista ressalta que os jovens ainda resistem em procurar atendimento médico, o que pode atrasar o diagnóstico. “É muito mais fácil prevenir do que tratar as sequelas depois de um evento”, destacou.
A recomendação é que, a partir dos 35 anos ou antes, em casos com histórico familiar, seja realizado um acompanhamento cardiológico regular, com exames de rotina e avaliação dos fatores de risco.
Por fim, o principal recado é a adoção de hábitos mais saudáveis: manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, evitar o uso de substâncias prejudiciais e realizar check-ups periódicos. “Quanto mais natural for o seu estilo de vida, melhor será para o seu coração”, concluiu a cardiologista.