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Foto: João Victor Calais | Rádio Muriaé

Muriaé ganha um importante reforço na luta pela conscientização e educação sobre o diabetes. Nesta semana, Raíza Sigilião e sua filha Alice, de apenas 9 anos, participaram de uma entrevista para apresentar o recém-criado Instituto Alice, uma iniciativa que nasceu da vivência familiar após o diagnóstico de diabetes tipo 1 da menina.

Raíza contou que a ideia do Instituto surgiu após a descoberta da condição da filha, diagnosticada aos seis anos. Ela relembra que, no início, se sentiu perdida e sem informação, além de perceber a falta de uma comunidade ativa em Muriaé que permitisse a troca de experiências entre famílias na mesma situação.

“Foi nascendo no meu coração essa vontade de, conforme eu ia aprendendo a cuidar dela, poder repassar tudo isso para outras famílias”, disse. A mãe explica que o diabetes exige vigilância 24 horas por dia, adaptação familiar e muita informação.

Durante a conversa, Alice encantou todos ao falar com naturalidade e maturidade sobre sua rotina com diabetes. Ela contou que, no início, foi difícil lidar com agulhas e restrições, mas hoje tudo já faz parte do seu dia a dia.

“Eu não lembro mais da minha vida antes do diabetes. Já é normal pra mim”, afirmou.

A pequena também revelou que costuma explicar aos amigos que diabetes tipo 1 não é causada por comer doces: “É uma doença autoimune. Não é por causa do doce.”

Com apenas 9 anos, Alice já deixa mensagens de força para outras crianças e adultos:
“O diabetes é só um ponto na sua vida. Você pode fazer o que quiser.”

Segundo Raíza, o Instituto Alice pretende atuar especialmente em escolas, levando informação e fomentando autonomia no cuidado com o diabetes. A iniciativa quer mostrar que, embora o acompanhamento médico seja essencial, o paciente também precisa ter conhecimento para lidar com sua própria condição.

“Muitas pessoas não fazem o cuidado correto por falta de informação. A gente quer ensinar que autonomia é fundamental”, explicou.

Além disso, o Instituto também será um espaço de acolhimento emocional e troca de experiências entre famílias recém-diagnosticadas e outras que já têm mais tempo de convivência com a doença.

O primeiro encontro oficial do Instituto Alice acontece neste domingo, às 8h30, na Lagoa da Gávea. O evento contará com café da manhã, brincadeiras comandadas por Felipe Lisboa e a presença de profissionais como nutricionistas e dentistas.

A proposta é simples e poderosa: unir pessoas, partilhar vivências e fortalecer emocionalmente crianças e jovens diabéticos.

Alice, ansiosa para conhecer novos coleguinhas, destacou o objetivo do evento: “Vai ser muito legal. A gente quis fazer como se fosse um acolhimento, com brincadeiras e troca de experiências.”

Raíza afirmou estar emocionada e grata por liderar o projeto, que ganhou forma a partir do cuidado com a própria filha, mas que agora alcança famílias de toda a cidade.

“Você não está sozinho. Buscar informação e comunidade faz toda a diferença”, reforçou.

O Instituto já pode ser encontrado no Instagram: @institutoalicedm1.mg, onde divulga novidades, conteúdos educativos e atividades abertas ao público.

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