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O Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade, celebrado em junho, busca ampliar o debate sobre um tema que impacta milhões de pessoas em todo o mundo e ainda é cercado por dúvidas, medos e desinformação. O assunto foi destaque em entrevista com a ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, Dra. Daiane Pesso, e a embriologista Tamyres Ranzato, ambas da clínica FertMinas, em Muriaé.
Durante a conversa, foram abordadas questões relacionadas às causas da infertilidade, que podem ter origem tanto feminina quanto masculina, além do momento adequado para que casais procurem ajuda especializada diante da dificuldade para engravidar. Outro ponto discutido foi o impacto do adiamento da maternidade e da paternidade, já que a fertilidade é influenciada pelo tempo e pela idade reprodutiva.
As especialistas também esclareceram dúvidas frequentes da população, como a influência do estresse, da ansiedade e do estilo de vida na fertilidade, além dos efeitos de condições como endometriose e Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A investigação masculina também foi destacada como parte fundamental da avaliação dos casais que enfrentam dificuldades para engravidar.
Outro tema abordado foi o papel da embriologia e dos avanços tecnológicos nos tratamentos de reprodução assistida. Segundo a pauta da entrevista, a tecnologia tem ampliado as possibilidades de sucesso dos procedimentos, enquanto equipes multidisciplinares atuam no acompanhamento dos pacientes desde o diagnóstico até a tentativa de gestação.
Além dos aspectos técnicos, o acolhimento emocional foi apontado como um dos pilares do tratamento. As profissionais ressaltaram a importância de oferecer suporte aos pacientes que convivem há meses ou anos com a frustração de não conseguir engravidar, reforçando que cada história é única e merece atenção individualizada.
Como mensagem principal da campanha, as especialistas destacaram que falar sobre infertilidade é falar sobre informação, acolhimento e esperança. A orientação é que pessoas com dúvidas ou dificuldades para engravidar busquem avaliação especializada o quanto antes, aumentando as chances de diagnóstico e tratamento adequados.
“Quanto mais cedo houver orientação especializada, maiores podem ser as possibilidades de diagnóstico e tratamento.”
