- Cidade
- |
WhatsApp
Facebook

O município de Miraí, na Zona da Mata mineira, encontra-se sob alerta de risco alto para movimentos de massa, como deslizamentos de terra. O comunicado foi divulgado na madrugada desta segunda-feira (5) pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
O alerta permanece ativo devido ao elevado volume de chuvas registrado nas últimas horas e à previsão de continuidade das precipitações ao longo do dia.
Chuvas intensas e risco geológico
De acordo com o boletim do Cemaden, o acumulado de chuva chegou a 127 milímetros em 24 horas e 158 milímetros em 72 horas. Esses índices são considerados elevados e suficientes para comprometer a estabilidade do solo, especialmente em áreas de encosta.
Dados das estações de monitoramento indicam que o volume de chuva vem se concentrando de forma persistente, aumentando o risco de ocorrências repentinas. Técnicos já identificaram trincas no solo e pequenas cicatrizes de deslizamentos, sinais claros de movimentação do terreno e possível instabilidade estrutural.
Segundo o levantamento, cerca de 840 pessoas, distribuídas em aproximadamente 210 moradias, vivem em áreas vulneráveis e podem ser diretamente afetadas caso ocorram deslizamentos de maior proporção.
Defesa Civil em alerta
Diante do nível ALTO do alerta, o Cemaden recomenda que a Defesa Civil municipal siga rigorosamente o Plano de Contingência, com medidas como:
- Vistorias presenciais nas áreas de risco;
- Mobilização de equipes de apoio;
- Preparação de abrigos temporários;
- Definição de rotas de fuga para a população.
Moradores que vivem em áreas de encosta devem ficar atentos a sinais de perigo, como rachaduras em paredes, portas e janelas emperradas, inclinação de árvores ou postes e fissuras no terreno. Em caso de qualquer indício de deslizamento, a orientação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil.
A previsão meteorológica indica chuva fraca, porém contínua, ao longo do dia. Mesmo precipitações de menor intensidade, quando persistentes, contribuem para a saturação do solo e reduzem sua capacidade de sustentação, agravando o risco geológico.
O Cemaden reforça que o monitoramento segue ativo e que novos alertas poderão ser emitidos caso as condições meteorológicas e geológicas se agravem.