Geovani Schaeffer, responsável pela tragédia que resultou em três mortes, não presta depoimento à polícia e segue para a prisão.
momento do acidente

Na última sexta-feira (27), Geovani Schaeffer, de 24 anos, motorista envolvido no atropelamento que deixou 12 pessoas feridas e três vítimas fatais durante o Torneio Leiteiro das Campeãs, em Juiz de Fora, recebeu alta médica do Hospital de Pronto Atendimento Dr. Mozart Teixeira (HPS). O jovem, que permanecia internado desde o dia do incidente, foi levado diretamente para o Presídio de Eugenópolis, como informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Geovani havia dado entrada no sistema prisional no dia 10 de setembro, um dia após o atropelamento.

A Polícia Civil, que conduz a investigação do caso, não confirmou se o motorista aguardará julgamento em prisão preventiva. Segundo a assessoria, “o inquérito policial está em fase final de ser concluído, e mais informações sobre o caso só serão divulgadas após a conclusão do processo.” No entanto, na semana passada, com uma melhora no estado de saúde de Geovani, os investigadores estiveram no HPS para ouvir seu depoimento. Surpreendentemente, o motorista optou por permanecer em silêncio.

Relembre o caso:

No evento, que ocorria no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o motorista avançou com o veículo em alta velocidade na direção da multidão que participava do Torneio Leiteiro, resultando em três mortes e ferindo outras nove pessoas.

Dionizia Marinho Lopes, de 56 anos, faleceu no local, enquanto Helena de Macedo, uma criança de apenas 3 anos que estava em seu colo, não resistiu e veio a óbito na Santa Casa de Misericórdia. Posteriormente, Elear Maria Faião, de 58 anos, também não resistiu às lesões e teve sua morte confirmada em 25 de setembro.

As investigações apontam que o motorista teria se envolvido em uma briga com desconhecidos durante o evento e, em seguida, deixou o local, buscando seu carro e retornando em alta velocidade, atropelando pessoas que estavam na frente. A hipótese de acidente, alegada pela defesa de Geovani, foi descartada pela polícia, que afirmou que a tragédia foi intencional.

 

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