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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de seis pessoas em uma ação penal decorrente da Operação Mecanismo, que investigou a atuação de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho e um esquema envolvendo a Penintenciária de Muriaé.

A decisão foi proferida pela Justiça no dia 9 de setembro. A ação foi conduzida pelo Gaeco Regional de Visconde do Rio Branco e pela 1ª Promotoria de Justiça de Muriaé.

Dois dos condenados, apontados como lideranças da organização, receberam penas de 11 anos, um mês e oito dias de reclusão, além de multa, em regime inicialmente fechado.

Segundo a sentença, os líderes teriam cooptado o então diretor de Segurança da Penitenciária de Muriaé para facilitar a entrada de materiais ilícitos na unidade e obter informações antecipadas sobre operações de revista nas celas.

O esquema, conforme a decisão, permitia a reposição de celulares apreendidos e a manutenção da comunicação entre integrantes da organização criminosa.

Outras três mulheres também foram condenadas por participação no grupo. De acordo com a sentença, elas exerciam funções relacionadas à logística financeira e à administração de recursos utilizados nas atividades criminosas.

A Justiça manteve ainda a prisão preventiva de dois dos líderes e de outro integrante apontado como responsável pela chamada “disciplina” dentro da organização, negando a eles o direito de recorrer em liberdade.

A sentença foi proferida em primeira instância e ainda cabe recurso.

A Operação Mecanismo teve início em 2022 e investigou suspeitas de corrupção e outros crimes relacionados à entrada de drogas, celulares e materiais ilícitos em unidades prisionais da Zona da Mata. A quarta fase da operação foi deflagrada em setembro de 2024, com ações em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

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