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Fotos: Acervo Pessoal

O que a vida ensina sobre liderar quando não há uma escolha fácil? Essa pergunta insistente foi o combustível para que Julio Cezar Vilela Pereira desse vida ao livro “Tá achando que é molezinha?”. Longe de ser um manual teórico de gestão, a obra nasceu no “chão da vida”: nas ruas, nos corredores, nas salas de reunião e no som do rádio, amadurecendo ao longo de quatro anos de reflexões intensas.

O título, que carrega uma provocação direta, reflete a verdade silenciosa de que decidir nunca é uma tarefa simples. Segundo o autor, o livro foi construído em ondas — ideias anotadas em pedaços de papel e parágrafos reescritos após ocorrências difíceis ou madrugadas de pensamento. É um retrato sincero de quem compreende o “silêncio pesado” que fica após uma decisão ser tomada e a responsabilidade de quem precisa sustentar esse peso.

Mosaico de vozes e experiências

Embora leve o nome de Julio Cezar na capa, o autor faz questão de ressaltar que a obra é feita de muitas vozes. Durante o processo de escrita, ele buscou lições em conversas verdadeiras com policiais, colaboradores civis, empresários, especialistas e pessoas comuns do povo.

“Cada encontro deixava uma marca. Cada história revelava uma luta”, descreve o autor. No caminho, personagens reais e figuras históricas se misturam a retratos coletivos para ilustrar conceitos como protagonismo, luta e responsabilidade. O foco não é a coragem exibida em palcos, mas a “coragem quieta” de seguir em frente e fazer o certo, mesmo quando o caminho é doloroso.

O lado humano por trás do crachá

A obra vai além da liderança formal e toca no ser humano diante do inevitável. Julio Cezar explora o custo de decidir, o peso de proteger e a necessidade de uma ética inegociável para “atravessar a neblina sem perder o rumo”.

O livro serve como um lembrete transformador para o leitor: por trás de qualquer cargo, uniforme ou função social, existe uma pessoa tentando dar conta de sua própria batalha. E, como o título sugere, nessa jornada de protagonismo e dignidade, ninguém está na “molezinha”.

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