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Foto: Gilson Júnior | Rádio Muriaé

Após dois dias de julgamento no Fórum Tabelião Pacheco de Medeiros, em Muriaé, uma mulher foi condenada a 17 anos e 2 meses de prisão por participação no homicídio do caseiro Juscelio em 2024 e que ganhou grande repercussão na região. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (28), encerrando um processo marcado por ampla mobilização judicial e emocional.

A promotora de Justiça, doutora Jackeliny Rangel, afirmou que o resultado foi considerado exitoso e que a equipe esteve dedicada ao julgamento desde as 9 horas da manhã do dia anterior, interrompendo os trabalhos apenas para descanso. Ela declarou que sentiu uma sensação de dever cumprido. Segundo a promotora, Juscelio era um homem bom, de bem, assassinado por questões torpes e relacionadas a um processo de inventário.

Jaqueline explicou que a vítima era credor trabalhista do espólio e que o crime foi de mando. Disse ainda que a execução foi realizada por dois adolescentes e que uma das mandantes, no caso uma mulher, foi condenada na presente data.

A promotora relatou que o júri foi desgastante, mas transcorreu com respeito e ordem, sem situações de exagero de nenhuma das partes. Ela afirmou também que foi importante estar presente ao lado dos familiares da vítima e de uma mulher que também seria alvo no mesmo dia, mas que não esteve no local.

Sobre a pena aplicada, ela declarou que estava dentro do esperado dentro dos parâmetros legais, considerando a primariedade da ré, e comentou que a legislação brasileira é condescendente com o criminoso. Disse também que a condenação traz um alento à família da vítima.

A promotora relatou ainda que os familiares ficaram satisfeitos com o resultado e que tiveram finalmente a oportunidade de compreender o que ocorreu.

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