- RMTV
- |
WhatsApp
Facebook

A nova diretriz brasileira de dislipidemias, lançada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, estabelece mudanças importantes no controle do colesterol LDL e na avaliação do risco cardiovascular. Em entrevista a Rádio Muriaé, a cardiologista Dra. Anelise Cocate, explicou as recomendações mais rígidas que estão em vigor e falou sobre a ampliação da responsabilidade de médicos e pacientes na prevenção de infartos e AVCs.
Entre as principais novidades está a criação da categoria de risco extremo, voltada para pacientes que já sofreram eventos cardiovasculares. Para esse grupo, a meta de LDL passa a ser inferior a 40 mg/dL, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo e tratamento intensivo. As metas para os demais perfis também foram ajustadas: abaixo de 115 mg/dL para baixo risco, 100 mg/dL para risco intermediário, 70 mg/dL para alto risco e 50 mg/dL para muito alto risco.
A diretriz também introduz o Score Prevent, ferramenta que calcula a probabilidade de eventos cardiovasculares em 10 anos, considerando idade, sexo, pressão arterial e resultados do lipidograma. Além disso, recomenda exames complementares como score de cálcio e angiotomografia de coronárias para uma avaliação mais precisa.
No tratamento, as estatinas continuam sendo a base, com eficácia comprovada na redução do LDL e na prevenção de eventos graves. Para pacientes intolerantes, alternativas como ezetimiba e ácido bempedóico são indicadas. Já os inibidores de PCSK9, como o Evolocumab, surgem como opção para casos graves, embora ainda enfrentem barreiras de custo no Brasil.
O colesterol elevado é silencioso e pode causar danos sem sintomas prévios. Mudanças de estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, podem reduzir até 30% dos níveis de LDL. “O controle rigoroso do colesterol LDL é essencial para reduzir a mortalidade cardiovascular. A prevenção começa no consultório, mas depende também da adesão do paciente às mudanças de hábitos”, afirma a Dra. Anelise Cocate.
O documento reflete avanços científicos recentes e alinha o Brasil às práticas internacionais mais modernas no combate às dislipidemias.
