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Uma operação da Polícia Federal movimentou a Zona da Mata mineira na tarde desta sexta-feira (3), tendo como alvo o comércio ilegal de medicamentos de alta procura utilizados para o emagrecimento rápido. A ação policial concentrou-se na cidade vizinha de Cataguases, onde agentes federais apreenderam medicamentos sem registro sanitário e prenderam um homem em flagrante, mas o caso já repercute e acende o alerta em toda a região, incluindo Muriaé, devido ao forte comércio desses produtos através de redes sociais e aplicativos de mensagens.
A ofensiva da PF mira especificamente a comercialização irregular do medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro (ou outras versões baseadas na substância tirzepatida). O fármaco ganhou grande notoriedade recente pelo uso associado à perda de peso e controle do diabetes, porém a sua venda no Brasil é estritamente regulada e o lote em questão não possuía o registro obrigatório junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em Cataguases, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos para residências locais. De acordo com as informações oficiais divulgadas pela corporação, a investigação identificou que os suspeitos utilizavam o ambiente digital, como perfis no Instagram e grupos de WhatsApp, para atrair clientes e distribuir o produto de forma clandestina.
Durante as buscas, além dos medicamentos localizados, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos que passarão por perícia técnica. Um homem de 36 anos, apontado como um dos responsáveis pela distribuição na Zona da Mata, foi preso em flagrante no local. Todo o material recolhido e o detido foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, que centraliza o caso.
Embora os mandados desta sexta-feira tenham sido cumpridos especificamente em Cataguases, o desdobramento da operação aciona o radar das autoridades e dos consumidores em Muriaé. Por se tratar de um polo regional conectado pelas mesmas redes de distribuição virtual e fluxos de transporte da Zona da Mata, o monitoramento sobre a venda clandestina desses medicamentos está sendo intensificado.
A continuidade das investigações busca mapear a extensão da rede de comércio ilegal, o que inclui identificar a origem exata das substâncias e possíveis ramificações ou compradores fixos em municípios vizinhos como Muriaé, Leopoldina e Ubá.
Os órgãos de saúde locais alertam a população de Muriaé sobre os riscos severos de adquirir qualquer terapia hormonal ou medicamento para emagrecimento fora de farmácias credenciadas e sem a devida prescrição médica, uma vez que produtos sem o selo da Anvisa não possuem garantia de procedência, podendo conter substâncias adulteradas ou tóxicas.