- RMTV
- |
WhatsApp
Facebook

O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, um movimento mundial que reforça a importância do diagnóstico precoce e da conscientização sobre o câncer de mama. No estúdio audiovisual da Rádio Muriaé, a médica radiologista doutora Mariana Nunes, especialista em imagem da mama, e a paciente Isis Augusta, que venceu a doença, compartilharam informações e experiências emocionantes sobre o tema.
Isis contou que descobriu o câncer em maio, após notar um nódulo na mama esquerda. “Achei que fosse algo simples, talvez um cisto”, relembrou. Mesmo sem histórico familiar da doença, ela decidiu procurar ajuda médica, passando por exames e, posteriormente, pela biópsia que confirmou o diagnóstico. “Quando ouvi a médica dizer que era câncer, eu paralisei. Não acreditava, porque eu sempre fui ativa, me alimentava bem e fazia exercícios”, contou.

Durante o tratamento, Isis teve o apoio da família, dos amigos e, segundo ela, principalmente de Deus. “Meu maior suporte foi Deus. Ele me deu força e fé para vencer. Eu digo a todos: o câncer não mata, o que mata é a mente. A gente precisa acreditar que vai vencer”, afirmou. Ela também falou sobre o impacto da queda de cabelo, um dos momentos mais difíceis do processo. “Chorei muito, mas depois percebi que era apenas uma fase. Hoje eu me amo ainda mais e valorizo tudo o que aprendi.”
A doutora Mariana destacou que o diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento. “Quando o tumor é descoberto no estágio inicial, as chances de cura ultrapassam 95%. Isso muda completamente o desfecho do tratamento, que pode ser menos invasivo e mais eficaz”, explicou.

Segundo a médica, é comum que as pacientes cheguem ao exame com medo e dúvidas, principalmente sobre a mamografia. “A gente precisa acolher essas mulheres, conversar e explicar. A empatia e o acolhimento fazem parte da cura. Na área da saúde, a gente não lida com papéis, lida com vidas”, ressaltou.
Doutora Mariana também reforçou a importância de prestar atenção aos sinais do corpo e de manter o acompanhamento médico. “O autoexame ajuda a mulher a se conhecer, mas não substitui a mamografia, que é o único exame capaz de detectar lesões em estágios muito iniciais. Mesmo sem sintomas ou histórico familiar, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos”, orientou.
Encerrando a entrevista, Isis deixou uma mensagem de esperança para quem enfrenta o câncer:
“Sejam fortes e corajosas. O processo fere, mas o propósito cura. O câncer nunca é pra morte, é pra um propósito maior.”
A médica reforçou o mesmo sentimento: “O câncer de mama não é uma sentença. Quanto antes for descoberto, maiores são as chances de cura. Eu costumo dizer: quem procura, cura.”