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Pais e alunos da Escola Estadual Antônio Viçoso Magalhães, localizada no bairro São Pedro, em Muriaé, realizaram um protesto na porta da unidade na manhã desta quarta-feira (08) para denunciar a superlotação em uma sala de aula do primeiro ano do ensino médio.
De acordo com os manifestantes, atualmente 41 estudantes estão sendo acomodados em uma sala que teria capacidade para cerca de 20 alunos. A situação, segundo eles, tem prejudicado diretamente o aprendizado e o ambiente escolar, tornando as aulas praticamente inviáveis.
Relatos de pais apontam que o problema já foi levado à direção da escola, que teria solicitado a divisão da turma junto à Superintendência Regional de Ensino. O pedido, no entanto, foi encaminhado ao Governo de Minas Gerais e acabou sendo negado.
Uma mãe destacou que a situação tem afetado inclusive a saúde dos estudantes. Segundo ela, sua filha, que é autista, precisou ser levada ao hospital após sofrer uma crise de ansiedade, algo que não ocorria há algum tempo.
Os próprios alunos também relatam dificuldades dentro da sala. Eles afirmam que o espaço é pequeno, há falta de cadeiras e, em alguns momentos, estudantes precisam se posicionar de forma inadequada para conseguir acompanhar o conteúdo. Além disso, o excesso de pessoas contribui para barulho, desorganização e conflitos, dificultando o trabalho dos professores.
Ainda segundo os manifestantes, em ocasiões anteriores a turma chegou a ser dividida, com cerca de 20 alunos em cada sala, o que teria melhorado significativamente o rendimento escolar. Atualmente, eles cobram novamente essa medida como solução urgente.
Diante da falta de resposta efetiva até o momento, pais informaram que já procuraram o Ministério Público e reforçam o pedido por providências imediatas das autoridades competentes.


