A Polícia Civil de Minas Gerais, em coletiva na manhã desta sexta-feira, descartou que problemas climáticos possam ter provocado a queda da aeronave que matou a cantora sertaneja Marília Mendonça e outras quatro pessoas, no dia cinco de novembro de 2021, em Caratinga, cidade distante 178 km de Muriaé, na região do Rio Doce, aqui em Minas Gerais. Além da cantora, morreram na queda o produtor dela, Henrique Ribeiro; o tio e assessor, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Medeiros; e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

A investigação das causas do trágico acidente segue em duas frentes: a possibilidade de falha humana ou de falha dos motores da aeronave. “O que a gente já pode afirmar, após oitivas de pilotos, é de que as condições metereologicas eram favoráveis ao voo visual”, disse o delegado Ivan Lopes, responsável pelas investigações.

O delegado afirmou que aguarda o resultado dos laudos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que investiga possíveis falhas nos motores da aeronave e em equipamentos. Não há data para a conclusão dos trabalhos, mas a investigação deverá ser concluída somente no primeiro trimestre de 2023. “Estamos próximos da conclusão. Dependemos de alguns laudos só para descartar algo relacionado à aeronave antes de concluir”, disse a fonte à reportagem.

Durante a apresentação dos trabalhos de apuração, o delegado afirmou também que está descartada qualquer possibilidade de erro no Aeródromo de Ubaporanga, próximo a Caratinga, onde a aeronave faria o pouso. Para o delegado, a falha humana pode ter ocorrido já que o piloto desviou da rota padrão e em função disso acabou batendo em uma rede de distribuição. “Se não tivesse a rede de transmissão, teria ocorrido o acidente? Possivelmente não. Só que tinha a rede de transmissão e era dever dele ver que estava lá, porque ele sai da zona de proteção e a partir disso passar a ser uma responsabilidade dele os obstáculos, já que o voo é visual”, disse.

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