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A Semana de Pesquisa da Fundação Cristiano Varela segue apresentando estudos que podem transformar o cuidado com a saúde em Muriaé e em todo o país. Na tarde desta quinta-feira (11), no programa Boa Tarde, Muriaé, dois pesquisadores da instituição detalharam projetos que avançam em áreas como neurociência e oncologia.
O primeiro convidado foi o doutor Fabrizio do Santos, que explicou sua pesquisa sobre o potencial terapêutico da fotobiomodulação no cérebro idoso. O método utiliza fótons de luz para interagir com tecidos e estimular processos de cicatrização e regeneração. Segundo ele, os experimentos realizados com animais já mostraram melhora significativa na memória, redução de marcadores inflamatórios e alterações positivas no metabolismo cerebral.
A proposta, destacou Fabrizio, é oferecer uma terapia não farmacológica para uma população que cresce rapidamente no Brasil. Ele adiantou que, a partir do próximo ano, a Fundação Cristiano Varela iniciará testes com idosos e também com pacientes oncológicos. A técnica pode auxiliar na melhora da ansiedade, do humor e da depressão, contribuindo para todo o processo de recuperação. “A pesquisa salva vidas. Esse é o nosso maior objetivo”, afirmou.
Na sequência, a doutora Alice Muglia apresentou seu estudo sobre células tumorais circulantes em pacientes com câncer de bexiga. Ela explicou que, após a formação do tumor, algumas células se desprendem e entram na corrente sanguínea. Embora difíceis de detectar, elas podem ser responsáveis por metástases.
A pesquisa utiliza um método de filtragem chamado ISETE para isolar essas células, que são maiores do que os glóbulos brancos e ficam retidas em uma membrana durante o processo. A partir daí, é possível analisar características moleculares importantes para definir terapias mais precisas. A técnica funciona como uma “biópsia líquida”, permitindo avaliações menos invasivas que os exames tradicionais.
Os dois pesquisadores destacaram a importância da Fundação Cristiano Varela como espaço que possibilita produção científica alinhada às necessidades da população da região. Fabrício ressaltou o acolhimento recebido em Muriaé e a chance de desenvolver sua linha de pesquisa na instituição. Alice reforçou que entender as particularidades dos pacientes locais é fundamental para criar protocolos mais eficazes.
A Semana de Pesquisa segue até amanhã, com novas entrevistas e apresentações de estudos realizados no Hospital do Câncer de Muriaé e na Fundação Cristiano Varela.
