"Se não fizer pós-graduação, o profissional não atinge a plenitude", afirma Dr. Jorge Rodrigues à Rádio Muriaé
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Em entrevista ao estúdio audiovisual da Rádio Muriaé nesta segunda-feira 06/07, o Dr. Jorge Rodrigues, professor e fundador do Instituto Mineiro de Odontologia (IMO), compartilhou detalhes marcantes de suas mais de cinco décadas de trajetória na odontologia e ressaltou a importância da especialização para os recém-formados. Com uma bagagem que mistura docência e compromisso social, o especialista abriu o jogo sobre os bastidores da profissão e anunciou a abertura de novas turmas de pós-graduação no IMO.

Durante a conversa, Dr. Jorge relembrou o início de sua carreira, no final dos anos 1970, quando as oportunidades de ganho financeiro imediato eram escassas. Ele alertou que o erro mais comum dos jovens profissionais hoje é focar no retorno financeiro antes de investir em conhecimento de longo prazo.

“O profissional saía da escola e podia fazer tudo o que a odontologia oferecia há 50 anos. Hoje não é mais assim. Se ele não fizer uma pós-graduação, ele não vai atingir a plenitude da profissão”, pontuou o professor, que prefere o título acadêmico ao apenas o de “doutor”.

Democratização da Ortodontia e Legado Social

Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi quando o professor relembrou sua chegada a Muriaé em meados da década de 1980. Naquela época, o tratamento ortodôntico era elitizado e custava cerca de 1.500 dólares. Incomodado com a situação de crianças que precisavam extrair dentes por falta de acesso a cuidados adequados, Dr. Jorge decidiu reduzir drasticamente os valores cobrados e instituiu uma espécie de “sistema de cotas” em seu consultório: 10% dos pacientes eram atendidos de forma totalmente gratuita.

A iniciativa gerou frutos que ultrapassaram gerações. O ortodontista relatou, emocionado, que muitas daquelas crianças atendidas gratuitamente no passado hoje frequentam suas salas de aula como colegas de profissão e alunos de pós-graduação.

Tecnologia e Planejamento Clínico

Questionado sobre os avanços tecnológicos, como os fios termoativados que dispensam as centenas de dobras manuais de antigamente, Dr. Jorge foi categórico ao afirmar que as ferramentas modernas não substituem o olho clínico do profissional.

  • O foco deve ser o diagnóstico: A tecnologia facilita a mecânica, mas o sucesso depende do planejamento inicial.
  • A solidão do estudo: O professor diferenciou o ato de “ir à aula” (um processo coletivo) do “estudar” de verdade, que exige dedicação individual e solitária.
  • A técnica bidimensional: Ele defendeu o uso de sua abordagem própria de straight wire, desenvolvida ao longo dos anos combinando conhecimentos de escolas americanas e espanholas.

Desafios Políticos e Expansão do IMO

A criação do Instituto Mineiro de Odontologia em Muriaé também não foi simples. Dr. Jorge revelou que enfrentou forte resistência política de reserva de mercado por parte dos conselhos da época. A regulamentação da escola só avançou após uma articulação direta em Brasília com a vice-presidência da República e com o apoio do então prefeito de Muriaé, Dr. Odilon. O que começou com 12 consultórios cedidos hoje funciona em um prédio próprio e expandiu suas fronteiras, mantendo parcerias também em Juiz de Fora (Suprema) e Belo Horizonte (São Leopoldo Mandic).

Ao final da entrevista, o professor fez um convite para os dentistas da região da Zona da Mata, do Espírito Santo e do Estado do Rio de Janeiro — estados que concentram grande parte de seu público devido à localização estratégica de Muriaé.

As inscrições para a nova turma de pós-graduação em Ortodontia, com início neste mês de julho, já estão abertas, além de vagas constantes para as especialidades de Endodontia, Implante e Prótese.

Site: https://www.imodontologia.com.br/

WhatsApp: 32 9 8897 9868

E-mail: [email protected]

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