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Durante o mês dedicado à prevenção do câncer de mama, um alerta importante reforça a necessidade de olhar também para o coração. Isso porque, segundo a cardiologista Dra. Anelise Cocate, o tratamento contra o câncer pode afetar a saúde cardiovascular, exigindo acompanhamento especializado durante e após o processo.

Em entrevista à Rádio Muriaé, a médica explicou que o tratamento oncológico, especialmente com quimioterapia e radioterapia, pode provocar alterações cardíacas. “Muitos quimioterápicos são cardiotóxicos, como as antraciclinas, que podem causar inflamações no músculo do coração e levar à insuficiência cardíaca. Já a radioterapia, quando feita na mama esquerda, pode afetar estruturas próximas, como as válvulas e artérias coronárias”, destacou.

Apesar dos riscos, Dra. Anelise Cocate ressalta que o acompanhamento médico é o fator decisivo para um tratamento seguro. “Não é para deixar de fazer o tratamento, mas sim para fazê-lo com o coração sendo monitorado. Os oncologistas já estão atentos e costumam solicitar ecocardiogramas a cada três ou seis meses durante o tratamento”, orienta.

Após o término da quimioterapia ou radioterapia, a recomendação é manter o acompanhamento com o cardiologista pelo menos uma vez por ano. “Se a paciente tem hipertensão, diabetes ou colesterol alto, esse cuidado precisa ser ainda maior, já que são fatores de risco tanto para o câncer quanto para doenças cardiovasculares”, alerta.

Além do ecocardiograma, exames laboratoriais como troponina e BNP ajudam a detectar sobrecarga ou sofrimento do músculo cardíaco, e o eletrocardiograma também pode ser usado para o acompanhamento.

Dra. Anelise Cocate reforça que informação é a melhor forma de prevenção. “Muitas pacientes fazem os exames sem entender sua importância. É fundamental que saibam que o cuidado com o coração faz parte do tratamento contra o câncer de mama”, conclui.

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