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A Semana de Pesquisa da Fundação Cristiano Varela chegou ao segundo dia nesta terça-feira (09), no programa Boa Tarde Muriaé, que mais uma vez abriu espaço para apresentar à comunidade os estudos desenvolvidos no Hospital do Câncer de Muriaé.

Nesta edição, participaram os pesquisadores Flávia Vital, Rodrigo Lopes e Pedro Rabelo, que trouxeram reflexões importantes sobre o avanço da pesquisa científica dentro da instituição.

Flávia abriu a conversa destacando o papel pioneiro da Fundação Cristiano Varela ao incentivar a produção científica no interior de Minas. Segundo ela, a instituição tem estimulado colaboradores e estudantes a analisarem de forma aprofundada os dados gerados diariamente no atendimento aos pacientes. Para a pesquisadora, esse movimento permite mostrar à sociedade a dimensão do trabalho realizado e ampliar o conhecimento técnico na área da saúde.

Rodrigo reforçou essa visão, lembrando que o Hospital do Câncer de Muriaé está entre os dez mais bem equipados da América Latina. Ele explicou que a pesquisa é uma característica comum aos principais centros de referência do mundo e que a Fundação vem trilhando um caminho sólido nesse sentido. De acordo com ele, o número de publicações científicas praticamente dobrou em 2025, resultado que demonstra o avanço do departamento.

Entre os trabalhos apresentados na Semana de Pesquisa está o estudo de Pedro Rabelo, que investigou a aloimunização, um risco associado a transfusões de sangue. Ele explicou que, quando o organismo do paciente identifica as hemácias transfundidas como um corpo estranho, passa a produzir anticorpos que dificultam futuras compatibilizações sanguíneas. Isso pode prolongar internações e atrasar tratamentos oncológicos. A pesquisa apontou que a maioria dos pacientes analisados era do sexo feminino e acima de 50 anos, com histórico de procedimentos ou transfusões anteriores.

Pedro também destacou a importância da doação de sangue, lembrando que cada bolsa pode ajudar até quatro pessoas. Ele reforçou que as coletas em Muriaé acontecem às quartas-feiras, no Prontocor, de 7h30 às 12h30, e que as doações direcionadas ao Hospital do Câncer são fundamentais.

Rodrigo também apresentou o trabalho desenvolvido pelo aluno Richard, que está participando de um congresso no Uruguai. A pesquisa trata do uso de LED azul para descontaminação bacteriana, dentro do que se conhece como terapia fotodinâmica. Na Fundação Cristiano Varela, o estudo demonstrou que a luz azul, quando utilizada com potência adequada e por tempo prolongado, é capaz de eliminar bactérias inclusive multirresistentes. Os testes utilizaram equipamentos de alta potência desenvolvidos por uma empresa mineira, reforçando o potencial de inovação regional.

Segundo Rodrigo, essa tecnologia pode representar um avanço importante para a segurança hospitalar, oferecendo um método eficaz de descontaminação sem necessidade de medicamentos, desde que aplicado com os parâmetros corretos.

A Semana de Pesquisa segue até sexta-feira, sempre trazendo novos pesquisadores e temas que mostram o crescimento científico da Fundação Cristiano Varela e a relevância desse trabalho para Muriaé e toda a região.

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