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A Rádio Muriaé recebeu nos estúdios a psicóloga Tânia Lima para uma entrevista sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida, dentro do quadro Momento Saúde.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo. No Brasil, são quase 14 mil mortes anuais, o que coloca o país como o oitavo em números absolutos de suicídios. Ainda de acordo com a entidade, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e, a cada 20 segundos, outra tenta.
Diante desse cenário, Tânia destacou a necessidade de se falar sobre saúde mental e de quebrar o tabu que ainda envolve o tema. “Por muito tempo acreditava-se que não se deveria falar sobre suicídio, mas hoje sabemos que é justamente o contrário: conversar sobre isso pode salvar vidas”, ressaltou.
A psicóloga explicou que amigos e familiares podem atuar como agentes de apoio, atentos a sinais verbais, comportamentais e emocionais que indicam sofrimento. Entre os sinais de alerta, ela destacou:
- Falar sobre não querer mais viver ou desejar desaparecer;
- Despedidas ou falas que demonstram falta de perspectiva;
- Isolamento social e perda de interesse em atividades antes prazerosas;
- Alterações no sono e na alimentação;
- Aumento no consumo de álcool ou drogas;
- Tristeza profunda, desesperança, irritabilidade e sensação de ser um fardo.
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Tânia reforçou que a pessoa em crise não deseja acabar com a vida, mas sim com a dor que sente. Por isso, o diálogo, a escuta e o acolhimento são fundamentais. “Uma palavra, um olhar ou um simples ‘como você está?’ podem ser decisivos”, disse.
Para quem enfrenta momentos difíceis, ou para familiares que desejam oferecer ajuda, existem canais de apoio e tratamento especializado. Entre eles estão:
- CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia, também por chat e e-mail;
- CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), com atendimento gratuito;
- UBSs e prontos atendimentos.
Encerrando a entrevista, Tânia deixou uma mensagem de esperança:
“Você não está sozinho. Existe solução, existem possibilidades. Procure ajuda, porque ela existe e pode salvar sua vida. E que cada um de nós também tenha um olhar atento ao próximo, porque às vezes um gesto de acolhimento faz toda a diferença.”
A psicóloga lembrou ainda que o Setembro Amarelo é um momento de mobilização, mas o compromisso com a valorização da vida deve ser lembrado todos os dias.