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Foto: Rádio Muriaé

O transplante capilar tem ganhado cada vez mais espaço entre os procedimentos estéticos procurados no Brasil. Antes mais associado ao público masculino, hoje a técnica também atrai muitas mulheres, seja para tratamento de calvície ou para redução do tamanho da testa. Para esclarecer dúvidas frequentes sobre o tema, a Rádio Muriaé recebeu a médica especialista em transplante capilar, doutora Larissa Fontane.

Durante a entrevista, a especialista explicou que o transplante capilar pode ser realizado em diferentes tipos de cabelo, incluindo fios lisos, cacheados e crespos, desde que o procedimento seja feito com técnica apropriada. Segundo ela, a extração folicular na técnica FUE, utilizada atualmente, exige habilidade específica para lidar com fios mais delicados, especialmente os crespos, que apresentam curvatura interna e externa.

No entanto, nem todo caso tem indicação para o transplante. A doutora Larissa explicou que o procedimento não é recomendado para algumas formas de alopecias cicatriciais que não estejam estabilizadas e para alopecia areata. Além disso, pacientes com calvície avançada e pouca área doadora podem não alcançar o resultado desejado. “A área doadora é mandatória. Muitas vezes o paciente não terá quantidade de fios suficiente para atingir suas expectativas”, destacou.

Sobre a naturalidade do resultado, uma das principais preocupações do público, a médica garantiu que as técnicas atuais permitem recriar o desenho da linha frontal do cabelo de forma semelhante ao crescimento natural. Irregularidades, fios mais finos na primeira linha e simetria do rosto são detalhes avaliados durante o planejamento da cirurgia. “Hoje conseguimos resultados extremamente naturais, nada parecido com aquele aspecto de cabelo de boneca do passado”, afirmou.

Entre os mitos mais comuns, doutora Larissa também citou o medo da dor. De acordo com ela, o procedimento é realizado sob sedação e anestesia local, garantindo conforto ao paciente durante toda a cirurgia. Outra dúvida frequente é se o resultado é permanente e se os fios transplantados podem voltar a cair. Ela esclareceu que os cabelos transplantados mantêm o padrão de crescimento original e voltam a nascer mesmo após cortes ou raspagem. Porém, o acompanhamento clínico continua sendo fundamental, já que os fios não transplantados podem continuar afinando e caindo sem tratamento adequado.

Os cuidados pós-operatórios são concentrados principalmente no primeiro mês, com orientações específicas para proteção dos folículos. Passado esse período, a rotina tende a voltar ao normal, incluindo o uso de shampoos adequados e cortes de cabelo.

Para quem tem interesse no procedimento, a especialista reforçou a importância de procurar um profissional habilitado. “Transplante capilar é um ato médico e deve ser realizado por cirurgião capilar dermatologista ou cirurgião plástico. Complicações podem acontecer e é essencial contar com quem sabe tratar.”

A doutora Larissa Fontane atende em Muriaé, na Praça João Pinheiro, número 20, Sala 204, no prédio da Loja Claro, no Centro da cidade.

A entrevista completa está disponível nas redes da Rádio Muriaé. Compartilhe com amigos que têm interesse no tema e ainda possuem dúvidas sobre o transplante capilar.

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