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Fotos: Talisson Moreira I Rádio Muriaé

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (1º), a reconstituição do crime de latrocínio que matou o comerciante Ricardo Ferreira Braga, de 47 anos, no bairro Santana, em Muriaé. A reprodução simulada dos fatos integra as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e teve como objetivo esclarecer detalhes da dinâmica do crime.

Segundo o delegado Glaydson Souza, as investigações já reuniram provas consideradas robustas sobre o envolvimento de dois suspeitos, inclusive com confissões. No entanto, ainda havia dúvidas sobre a execução do crime, principalmente em relação à participação individual de cada envolvido e à forma como os golpes foram desferidos.

“Essa prova vem justamente para suprir essa lacuna”, explicou o delegado. A partir da reprodução, a Polícia Civil buscou delimitar quem teria exercido cada função durante o crime e identificar o executor direto.

Um homem de 38 anos foi preso durante as investigações e um segundo suspeito, de 27 anos, foi identificado como possível envolvido. De acordo com a Polícia Civil, os dois são moradores do bairro Inconfidência e teriam ido até a residência da vítima.

As investigações apontam que, após a morte de Ricardo, dois celulares iPhone e um relógio da vítima foram subtraídos. Os aparelhos foram posteriormente localizados e apreendidos pela Polícia Civil.

Ainda segundo o delegado, a motivação investigada está relacionada exclusivamente à subtração patrimonial. A Polícia Civil também apura se outros bens foram levados da residência e busca esclarecer completamente a participação de cada suspeito.

Relembre o caso

Ricardo Ferreira Braga foi encontrado morto dentro de casa, no bairro Santana, na noite de 26 de agosto. Segundo as informações apuradas na época, ele apresentava aproximadamente 23 ferimentos provocados por golpes de faca.

A Polícia Militar foi acionada depois que uma equipe do Samu constatou o óbito. A perícia esteve no imóvel e, posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e verificar a eventual participação de outras pessoas.

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