- Política
- |
WhatsApp
Facebook

O prefeito de Orizânia, Jonia Leite Filho (PDT), foi afastado do cargo por determinação judicial após ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A decisão liminar, com validade inicial de 90 dias, ocorre após a descoberta de um esquema de “dupla terceirização” e fraude em licitações que teria beneficiado diretamente o chefe do Executivo.
Além do afastamento, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,8 milhões em bens do réu, montante destinado a garantir o pagamento de multas em caso de condenação definitiva.
A investigação da Promotoria de Justiça de Divino, revelou que a prefeitura alugava máquinas pesadas que pertenciam ao próprio prefeito. Para ocultar a propriedade, Jonia Leite Filho utilizava parentes como “laranjas” e emitia notas fiscais fraudulentas.
Para evitar processos licitatórios tradicionais, a gestão utilizava consórcios intermunicipais. Em dezembro de 2022, a prefeitura aderiu ao Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (Cimva), firmando contratos que somaram R$ 8,2 milhões em dois anos para locação de veículos.
Segundo o MPMG, o prefeito estruturou uma rede de desvio de recursos por meio de contratos em que a própria Prefeitura alugava máquinas pesadas do seu patrimônio particular, operação ocultada com notas fiscais fraudulentas emitidas em nome de parentes.
A Promotoria de Justiça de Divino, que moveu a ação, aponta que o pagamento por hora trabalhada era inflado em planilhas manipuladas, com registro de serviços não prestados ou superfaturados. Fiscais municipais auxiliavam o esquema ao atestar, em relatórios falsos, a execução do trabalho.
Mensagens interceptadas pela investigação confirmaram a lógica de cobrança superfaturada e o pagamento de comissões entre os envolvidos.
Com a decisão, Jonia Leite Filho (PDT) está terminantemente proibido de acessar qualquer prédio da administração pública (inclusive para retirar objetos pessoais) e emitir ordens ou recomendações a servidores municipais.