- Cidade
- |
WhatsApp
Facebook

Em coletiva de imprensa convocada na noite da última quarta-feira (10) no Centro Administrativo, o prefeito Marcos Guarino confirmou que o município formalizou a devolução da administração do Aeroporto de Muriaé ao Governo do Estado de Minas Gerais. O anúncio encerra um ciclo de gestão local iniciado em 2015.
De acordo com o pronunciamento oficial, a decisão foi motivada por critérios orçamentários. O Executivo argumenta que as despesas com manutenção oneram os cofres da prefeitura. Com a rescisão do convênio, o município transfere as despesas e as obrigações operacionais para o governo do estado de Minas Gerais.
A equipe municipal ressaltou que a medida não implica a desativação da pista ou a interrupção das atividades. O imóvel, que originalmente pertence ao patrimônio mineiro, passará por uma vistoria técnica nos próximos dias para consolidar a transição jurídica.
A falta de esclarecimentos sobre o modelo de gestão que o Estado vai adotar já começou a repercutir entre a população; usuários, empresários locais e setores estratégicos da cidade, temem uma burocratização do espaço e possíveis prejuízos na mobilidade da região.
Outro fator que acelerou a entrega da estrutura foi a inclusão da área territorial do aeroporto no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Trata-se de um mecanismo federal que permite ao governo mineiro utilizar pontos imobiliários em negociações de abatimento de dívidas com a União. Na prática, com essa atitude, o aeroporto de Muriaé poderá ser usado para pagar parte da dívida que o estado de Minas tem com o Governo Federal.
Além da pauta do aeroporto, a gestão municipal utilizou o espaço para apresentar um balanço de investimentos. O destaque foi o plano de ampliação do saneamento básico, com objetivo de elevar o índice de tratamento de esgoto de Muriaé dos atuais 40% para 84% até o encerramento do atual mandato.
Diversas frentes de trabalho ocupam vias da região central para a substituição de manilhas e expansão da rede coletora. Segundo cronograma divulgado pela prefeitura, a previsão é que uma parcela significativa dessas intervenções urbanas e de drenagem seja finalizada dentro de 60 dias, numa tentativa de diminuir os transtornos temporários no trânsito.
Outra obra detalhada foi a reestruturação da adutora do Rio Glória. O projeto prevê a ampliação do sistema de vazão d’água para que a operação passe a ocorrer por meio da gravidade. De acordo com os técnicos do município, a alteração estrutural diminuirá consideravelmente a dependência de bombeamento mecânico, resultando em uma redução significativa na conta de energia elétrica pública.
Outra abordagem foi o constante problema das enchentes na área central. Foram detalhadas as operações de rebaixamento do leito do Rio Muriaé, pontuando que o desassoreamento tem sido conduzido por um meio que garante a preservação das fundações dos imóveis vizinhos.
Concluindo a coletiva, em razão de grande cobrança da opinião pública sobre o bloqueio de trânsito em pontos importantes da cidade, a administração tratou da Ponte da Barra. O local segue interditado. O governo assegurou que um projeto de reforço na fundação está sendo elaborado para permitir a reabertura segura ao tráfego. O prazo definitivo não foi detalhado pelo prefeito durante as declarações.


