Transmitida pelo mosquito-palha, doença pode atingir animais e seres humanos e nem sempre apresenta sintomas.
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A mudança de perspectiva é um dos pontos de atenção neste início da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, realizada anualmente no período que inclui o dia 10 de agosto, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre as formas de transmissão, prevenção e diagnóstico da doença.
“Hoje temos uma capacidade muito maior de classificar o estágio da doença, identificar alterações renais e sistêmicas e instituir tratamento e acompanhamento individualizados. Além disso, atualmente existem protocolos terapêuticos veterinários específicos que podem proporcionar melhora clínica importante e prolongar a sobrevida com boa qualidade de vida em muitos pacientes. Anteriormente, não tínhamos acesso a um medicamento que conseguisse diminuir a carga parasitária do paciente”, reforça a médica-veterinária Fernanda Mansur, do Hospital Veterinário da FAMINAS.
Transmissão da doença ainda é acompanhada de mitos
O nome leishmaniose abrange diferentes formas da doença, causadas por protozoários do gênero Leishmania e transmitidas pela picada de flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito-palha, infectados. No Brasil, estão entre as principais formas a leishmaniose cutânea, que pode causar lesões na pele e nas mucosas, e a leishmaniose visceral, capaz de comprometer órgãos internos.
No caso da leishmaniose visceral, o cão pode abrigar o parasita no organismo e, por isso, fazer parte do ciclo da doença. Porém, a transmissão não acontece do animal para a pessoa. Para que o ciclo continue, é necessário que um mosquito-palha pique um cão infectado, adquira o parasita e, posteriormente, ao picar outra pessoa ou animal, possa transmitir a infecção. “Ou seja, uma pessoa não pega leishmaniose simplesmente por acariciar, dormir junto ou conviver com um cão infectado”, esclarece a médica-veterinária.
Sintomas podem demorar a aparecer
Se a transmissão ainda provoca dúvidas, identificar um animal infectado também nem sempre é simples, afinal, a leishmaniose pode se manifestar de maneiras muito diferentes e alguns pets permanecem aparentemente saudáveis mesmo após a infecção.
Quando surgem, os sinais também são variados. A médica-veterinária diz que, entre eles, estão emagrecimento progressivo, apatia, fraqueza, redução do apetite, além de alterações dermatológicas, queda de pelos, descamação, crescimento exagerado das unhas e lesões ao redor dos olhos. Em certos casos, a doença pode provocar alterações oculares, anemia, sangramento nasal, comprometimento dos rins, aumento da ingestão de água e da produção de urina e, também, diarreia. Alguns pacientes ainda podem apresentar alterações locomotoras ou neurológicas.
Prevenção e diagnóstico: orientações importantes
De acordo com a médica-veterinária Fernanda Mansur, o uso da coleira de ação repelente e inseticida aparece como uma das principais formas de prevenção, associado ao cuidado com o ambiente onde o pet vive.
E quando existe a suspeita da doença, o diagnóstico da leishmaniose depende, além da recomendação clínica, a comprovação através de exames. Pode ser recomendado pelo médico-veterinário desde o teste rápido, que identifica anticorpos contra Leishmania no sangue, até o PCR, capaz de encontrar o DNA do parasita com alta sensibilidade.
Sobre o Hospital Veterinário da FAMINAS
Em Muriaé, tutores que precisam de avaliação veterinária podem procurar o Hospital Veterinário da FAMINAS, que atende pequenos e grandes animais. A estrutura realiza atendimentos clínicos, cirurgias e exames laboratoriais e de imagem, além de receber casos de rotina e urgência.
Os atendimentos eletivos e de urgência acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. O plantão funciona durante a noite nos dias úteis e durante 24 horas aos sábados e domingos. Agendamentos e outras informações podem ser obtidos pelo telefone (32) 3729-7512. O hospital fica na Avenida Cristiano Ferreira Varella, 655, no Bairro Universitário.